Eu era bem pequena. Talvez menor ainda naquele imenso quintal!
Árvores de floresta, eu, princesa, a passear. O imenso abacateiro, sombra fresca para descansar. Refúgio do encontro com a vizinha, uma cerca de arame a nos separar. Bonecas, comidinhas, fruta madura para amassar.
Nas tardes sem aula, um irmão para brincar. Monstros surgiam, era só inventar. Cavalos, dragões, vassouras, lençóis. Cabanas penduradas nos varais. Bombas verdes, atiradas para matar. Guerras, batalhas, vitórias. Grandes finais a comemorar. Azedos limões para saborear.
Atravesso a rua, tenho madrinhas. Crianças mais velhas para me ensinar. Um pé de ameixas, por favor. Peço colo, tocar tem valor. Colho as frutinhas impressionada com a cor. Amarelo ouro, o mais valioso sabor.
E, no verão, a minha grande emoção. Aquela coisinha do meu coração. Ouvindo os conselhos, para não apertar. Morangos vermelhos, doces fragrâncias. Eu, de joelhos, a me deliciar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário